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Campinas | Repudiamos a violência policial contra os estudantes da Escola Francisco Glicério

Na última quinta-feira (26), na Escola Estadual Francisco Glicério, no centro de Campinas, a polícia militar entrou com fuzis e agrediu os estudantes. A polícia foi chamada pela direção da escola após ter começado uma briga, devido a uma denúncia de assédio entre estudantes da própria escola. A polícia chegou apontando as armas, agrediram os estudantes, o que significou o desmaio de um dos meninos, que foi algemado desacordado no portão da escola, além de agredirem até mesmo as vítimas de assédio.

segunda-feira 30 de maio | Edição do dia

Foto: Wagner Souza - G1 | Alunos da E.E Francisco Glicério na sexta, dia 27/05, em ato contra o assédio e a violência policial

O que aconteceu na E.E Francisco Glicério é um ataque frontal à escola pública e a toda comunidade escolar, por isso é fundamental que os estudantes e as entidades respondam fortemente esse absurdo com mobilização e ato. Esse também é um ataque à juventude de conjunto, porque a polícia é incapaz de garantir a segurança da nossa classe e dos filhos da nossa classe. O policiamento implica em ações repressoras e truculentas à toda a juventude - como vimos recentemente com estudantes da Unicamp - é a instituição que diariamente mata a juventude negra no pais, promove inúmeras chacinas, como ocorreu na ultima semana no RJ, e são os reesposáveis pelo horrendo assassinato de Genivaldo, numa câmara de gás improvisada no carro da PRF de Bolsonaro em Sergipe.

Além disso, diante de uma realidade de segregações, agressões, assédios e assassinatos diários causados pelo machismo e pela LGBTfobia, se destaca a necessidade de se pautar os debates de gênero e sexualidade nas aulas. E inclusive pelas crianças e adolescentes trazerem cada vez mais essas pautas, com muitas questões que se apresentam no cotidiano e que estão relativas à própria vivência e sua identidade. Essa pauta é diariamente minada tanto pelos setores de extrema-direita, com a psicodelia da “ideologia de gênero”, quanto pela direita mais tradicional, como os governadores e prefeitos, que persistem em minar a juventude e a expressão de gênero e sexualidade.

A comunidade escolar é o setor capaz de se posicionar, não apenas contra o assédio, mas também contra a violência policial. A resposta para esse caso não deve estar nas mãos da polícia assassina - alimentada pelos discursos de extrema-direita - e sim na própria auto organização dos estudantes, professores, pais e comunidade escolar de conjunto.

Nós da Faísca Revolucionária e da Nossa Classe Educação, hoje estivemos na Escola prestando apoio e solidariedade e repudiamos a violência policial!




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