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Eleições Consu Unicamp | Vote "Transformar a dor em luta #ForaBolsonaroEMourão" para o CONSU Unicamp

Nos dias 19, 20 e 21, ocorrerão as eleições para o Conselho Universitário (CONSU) da Unicamp. O CONSU é a máxima instância de decisão da universidade, junto à Reitoria. Para uma representação que aposte na auto-organização do movimento estudantil contra Bolsonaro, Mourão e todos os ataques, junto aos trabalhadores, contra a anti-democrática estrutura de poder da universidade, em defesa da radicalização do acesso e da permanência estudantil, contra os convênios e parcerias com empresas, vote Victoria Gordon e Juliana Begiato* que estão na chapa “Transformar a dor em luta #ForaBolsonaroEMourão.

Juliana Begiatoestudante de Ciências Sociais da UNICAMP

domingo 17 de outubro | Edição do dia

*Victoria Gordon é estudante de Pedagogia e professora. Juliana Begiato é estudante das Ciências Sociais e bolsista BAS. Essa chapa, composta por militantes da Faísca, também construiu recentemente a campanha da chapa Canto de Revolta, para o DCE Unicamp.

Após quase 50 anos, o Conselho Universitário (CONSU) finalmente revogou a honraria concedida a Jarbas Passarinho, ministro da ditadura assinante do AI-5. O movimento estudantil precisa se organizar para varrer todas as heranças da ditadura na Unicamp e barrar todo autoritarismo, como o Código de Conduta que avança no cerceamento da liberdade, com o aval de Doria. É preciso rechaçá-lo por completo. O próprio estatuto da Unicamp é uma dessas heranças e garante que os reitores sejam escolhidos pelo governador e que no CONSU os estudantes e trabalhadores não tenham voz.

Por isso, defendemos que a participação nos espaços de representação da universidade deve servir para ser porta-voz das demandas dos estudantes e trabalhadores nesse espaço, como um impulso às lutas. Durante a pandemia, as universidades mostraram o potencial da ciência, apesar dos governos. Ao mesmo tempo, a vida da juventude, no ensino remoto, veio sendo ainda mais atacada, com mais desemprego e trabalho precário, fazendo também se ampliar a exclusão dos filhos de trabalhadores das universidades, que lutam para entrar e para permanecer.

Mesmo na pandemia, a reitoria Knobel ameaçou cortar bolsas, e estudantes enfrentaram apagões, inundações e até água contaminada na Moradia. Já Tom Zé veio fazendo demagogia com a permanência estudantil, colocando-se como reitoria democrática. Mas o que pretende é usar a permanência para avançar na relação com empresas. Foi por isso que recentemente se reuniu com o reacionário Douglas Garcia, da extrema direita da ALESP que quer perseguir o movimento estudantil. Se, na gestão Knobel, nos organizamos pelas bolsas, precisamos seguir sem confiança na nova Reitoria e no Conselho Universitário.

Defendemos a reforma e a ampliação da Moradia. Na crise, cresce o número de estudantes que necessitam de apoio e as bolsas não são reajustadas há anos. Dessa forma, lutamos por bolsas a todos os estudantes que necessitam, sem para isso ter que trabalhar, com reajuste de acordo com a inflação e valor de, no mínimo, 1 salário mínimo. Pelo produtivismo da universidade que não pára, preocupada com rankings e empresas, adoecemos, ainda mais no ensino remoto. Lutamos pela ampliação do SAPPE, de acordo com a demanda, e com especial atenção aos negros, mulheres, LGBTs, indígenas e pessoas com deficiência, setores que são particularmente afetados.

Além disso, é preciso radicalizar o acesso, não podemos aceitar que um filtro social e racial chamado vestibular exclua milhões todos os anos do acesso à educação superior. Lutamos em defesa das cotas, pela ampliação do vestibular indígena, e rumo ao fim do vestibular e estatização das universidades privadas, para que nenhum filho de trabalhador tenha que deixar seus salários nas megaempresas da educação.

Nós, estudantes, somos a maioria na universidade, seguidos pelos trabalhadores e depois professores. Entretanto, no Consu, temos apenas 15% das cadeiras. Os docentes ocupam 70%. Nossa chapa defende que é preciso enfrentar essa estrutura de poder que nos exclui. Defendemos uma Estatuinte Livre e Soberana, para que o Estatuto seja debatido e decidido de acordo com o peso real de cada setor da universidade, incluindo as trabalhadoras terceirizadas, ao contrário das reformas que foram conduzidas pela própria reitoria para preservar o essencial dessa estrutura anti-democrática.

Nesse mesmo Consu, há membros da golpista FIESP e da prefeitura de Campinas, que hoje é governada por Dario do Republicanos, e que gere uma prefeitura de ataques aos trabalhadores e mais pobres, tendo como secretário da educação o ex-reitor José Tadeu Jorge, que saiu da Unicamp tendo que se enfrentar com a maior greve da história do movimento estudantil.

Nós somos parte da juventude que tomou as ruas contra o governo que corta da educação. Estivemos em todos as recentes manifestações defendendo nossa luta por Fora Bolsonaro e Mourão, porque acreditamos que é preciso enfrentar esse governo por completo, sem nenhuma ilusão no Congresso e STF, ou governos como de Doria, porque todos defendem reformas, ajustes e ataques para fazer com que seja os trabalhadores e a população mais pobre a que paguem a conta da crise. Acreditamos que é a unidade da juventude, dos trabalhadores, negros, mulheres e lgbts, e não a unidade com a direita como defende o PT, a única força que pode enfrentar a extrema direita e os ataques. Por isso, nossa chapa é profundamente aliada aos trabalhadores, como na greve da construção civil da MRV em Campinas, em que junto com outros estudantes organizamos um Comitê para levar apoio ativo aos grevistas, além disso, defendemos todas as demandas dos trabalhadores na universidade, como as trabalhadoras do HC que no ano passado reivindicaram epis, liberação dos grupos de risco e testes da reitoria. E nacionalmente, exigimos que a UNE e as centrais sindicais organizem um plano de luta pela base para que possamos nos unificar.

É preciso ter representações estudantis que sejam porta-vozes das demandas dos que mais sofrem pela crise. O CONSU da Unicamp é um espaço antidemocrático, em que nossa voz é calada em nome de uma universidade que abre a porta para as empresas enquanto muitos da população de Campinas não sabem o que é a Unicamp para além do hospital precário. Nós lutamos para fazer nossa voz, junto aos trabalhadores e em defesa da população, ecoar, enfrentando a estrutura de poder antidemocrática e defendendo nossas demandas. Por isso, chamamos você estudante a nos dias 19, 20 e 21, votar na chapa “Transformar a dor em luta #ForaBolsonaroeMourao” para as eleições do CONSU 2022 da Unicamp.




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